Renováveis podem resolver problemas de emprego a curto prazo, diz Sócrates

11-04-2009 13:09

O primeiro-ministro defendeu, esta quinta-feira, que as energias renováveis podem, a curto prazo, resolver os problemas de emprego no país. José Sócrates reafirmou ainda que Portugal está «na linha da frente» no sector da energia.

 

Durante uma visita à Central Fotovoltaica de Amareleja, a maior do mundo e que está localizada no concelho alentejano de Moura, acompanhado por um grupo de estudantes de 15 países, José Sócrates garantiu que as energias renováveis são uma opção politica do Governo não só de futuro, mas também de curto prazo.

«A aposta que fizemos nas renováveis criou emprego e dinamismo económico. Nestes quatro anos, o sector da energia em Portugal é um dos sectores mais dinâmicos e mais vibrantes e, talvez, o sector que mais emprego criou», disse.
 
José Sócrates justificou também que o Governo decidiu apostar nesta «mudança energética» em Portugal por considerar tratar-se do «motor de transformação da economia», uma vez que dá «oportunidades às empresas» e cria «oportunidades de emprego».
 
José Sócrates, que falava ao lado do ministro da Economia, Manuel Pinho, disse também que a aposta nas energias renováveis tem a ver com uma visão do futuro do planeta.

O primeiro-ministro destacou ainda a mudança da posição norte-americana relativamente à energia com a entrada para a presidência de Barack Obama, que revela «empenhamento nas renováveis, na redução do C02 e no combate ao aquecimento global».

«È por isto que a aposta que fizemos nestes quatro anos nas renováveis coloca-nos na linha da frente dos países que querem fazer uma revolução verde», acrescentou.

A Central Solar Fotovoltaica de Amareleja começou a funcionar em pleno em Dezembro, após um investimento de 261 milhões de euros para produzir energia "limpa" durante 25 anos.
 
Com uma capacidade total instalada de 46,41 megawatts (MW) distribuídos por 2520 seguidores solares azimutais, equipados com 104 painéis solares cada um, a central ocupa 250 hectares perto da vila de Amareleja, considerada a terra mais quente de Portugal.
 
Propriedade da empresa Acciona, líder mundial de energias renováveis, a central vai produzir anualmente 93 gigawatts hora (GWh) de energia, o suficiente para abastecer 35 mil habitações e poupar cerca de 90 mil toneladas de emissões de gases com efeito de estufa (CO2).

 

http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1196704

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